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Rui Costa anuncia investimentos de R$ 300 milhões no fortalecimento da agricultura familiar

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Investimentos da ordem de R$ 300 milhões no segmento da agricultura familiar foram autorizados pelo governador Rui Costa, nesta quarta-feira (30), em solenidade realizada no auditório da Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra). Os recursos serão investidos através de acordos de cooperação técnica e editais publicados pelas secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural, de Políticas para as Mulheres e da Educação.

Rui também autorizou a tramitação de projetos para empréstimos internacionais no valor de R$ 150 milhões e entregou três títulos de reconhecimento de Comunidades Tradicionais Remanescentes de Quilombolas e dois Contratos de Concessão de direito real de uso em comunidades de fundo e fecho de pasto.

“A Bahia é o estado do Brasil que tem o maior número de agricultores familiares, são 700 mil famílias, algo próximo a três milhões de baianos e baianas que sustentam suas casas e sobrevivem a partir da agricultura familiar. O que nós estamos fazendo é garantir que esses agricultores produzam mais, com qualidade melhor e com isso possam melhorar as suas rendas a partir de uma venda mais valorizada e assim tirar o nosso povo da pobreza e da extrema pobreza”, afirmou o governador.

O maior investimento previsto entre os eventos de hoje é a Chamada Pública de ATER biomas 2022 – 2026 (SDR/CAR), por meio da qual serão investidos R$ 246 milhões. A iniciativa pretende fortalecer as diversas cadeias produtivas da agricultura familiar, consolidado o trabalho de assistência técnica e extensão rural em cada bioma e garantir o desenvolvimento produtivo e a elevação da renda de famílias que vivem no campo. Serão beneficiárias do objeto desta Chamada Pública 35.840 famílias de agricultores.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Josias Gomes, a Bahia conta com 593 mil propriedades rurais da agricultura familiar. “O atendimento a esse segmento é fundamental para que eles continuem produzindo alimentos de qualidade para os baianos. E isso só é possível melhorar com o apoio do governo, através das políticas públicas. Diferente da agricultura empresarial, a familiar depende muito do Estado. E na Bahia nós produzimos condições para termos cooperativas bem sucedidas, diversas associações e mais de 100 mil agricultores atendidos”.

Educação no campo

O Acordo de Cooperação Técnica entre as secretaria da Educação e de Desenvolvimento Rural vão beneficiar 200 Projetos de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais), 134 Escolas do Campo, 15 Escolas Quilombolas, 18 escolas Indígenas e 33 CETEP’s. Serão implantadas 20 Fábricas Escolas, 35 laboratórios e entregues 58 Kits Agrícolas, com microtrator e implementos.

O secretário da Educação, Jerônimo Rodrigues, comentou que, além da educação no campo, também estão sendo investidos recursos no fortalecimento da merenda escolar.  “Temos hoje também um acordo de cooperação para a gente fortalecer a compra da alimentação escolar a partir da agricultura familiar. Nós temos uma experiência muito boa de comercialização, beneficiamento e produção e é importante que os estudantes de toda a Bahia possam comer um alimento de qualidade, fortalecendo a economia familiar do estado”.

Empreendedoras do campo e Ciência e Tecnologia

O edital de Empreendimentos Econômicos Liderados por Mulheres (SPM/CAR/SDR) vai investir R$ 3 milhões na seleção de Organização da Sociedade Civil (OSC) para a celebração termo de colaboração, com transferência de recursos financeiros, para dinamizar processos produtivos de empreendimentos econômicos em todo o território. Segundo a secretária de Política pelas Mulheres, Julieta Palmeira, esta é uma parceria pioneira entre a SPM e a CAR. “É um grande incentivo para que as mulheres alcancem sua autonomia econômica e social. Nessa primeira quinzena de abril, vamos abrir as inscrições”.

Outros R$ 3 milhões serão investidos através do Edital de inovação para a Agricultura Familiar. “Nós vínhamos discutindo com a SDR a necessidade de lançar um edital focado na agricultura familiar, que é um dos pilares da nossa economia. Temos mais de 700 mil famílias que atuam nesse segmento e não podemos deixá-las à margem do desenvolvimento tecnológico e da inovação. Por isso, a nossa ação junto com a Fapesb e a SDR para incluir o agricultor familiar no que tem de ponta, de mais moderno. Os editais da Fapesb são voltados para o desenvolvimento de novas tecnologias. A ideia é que as demandas dos pequenos agricultores familiares possam ser discutidas propostas e soluções mais baratas para o seu dia a dia”, afirmou a secretária em exercício da Ciência, Tecnologia e Inovação, Mara Souza.

Reconhecimento de comunidades quilombolas

Nos três títulos de reconhecimento de Comunidades Tradicionais Remanescentes de Quilombolas e nos dois contratos de concessão de direito real de uso para comunidades de fundo e fecho de pasto foram investidos R$ 150 mil reais.

Domingos Conceição dos Santos, 43 anos, é produtor rural da região de Ituberá. Segundo ele, o certificado beneficia mais de 800 famílias. “Vai proporcionar emprego e renda. Nós somos o maior produtor do mundo de piaçava”. Ainda conforme Domingos, o Bahia Produtiva é o responsável pela ampliação da renda local. “Nossa entidade tem 33 anos de fundada. No início nós fechávamos o ano com um faturamento de até R$ 30 mil. Com o Bahia Produtiva, em 2021 nós comercializamos R$ 2 milhões”. 

Já o agricultor Evandro Santos Vieira explica o que o reconhecimento da comunidade quilombola traz de benefício. “Hoje aqui nós viemos receber o título que vão dar acesso às terras. Serve como memória das pessoas que lutaram para ter esse reconhecimento. Isso é um começo para conseguirmos a regularização fundiária que permitem a chegada de políticas públicas a comunidades que já sofreram muito. Esse título é uma coisa histórica”, refletiu.

Outras ações

Com o lançamento do Plano Estadual de Convivência com o Semiárido – Decênio 2020-2029, serão investidos R$ 21 milhões em projetos importantes como acesso a água potável e para produção para as populações do semiárido baiano. Ações de expansão do acesso do saneamento básico, melhoria dos níveis do IDEB e ampliação da assistência técnica rural agroecológica fazem parte do plano.
Também foi lançado um edital de dinamização produtiva dos assentamentos rurais (SDR/CAR), através de um termo de cooperação com 28 Organizações da Sociedade Civil (OSC) cujo objeto é a dinamização de processos produtivos. Serão 4.348 famílias beneficiadas pela iniciativa com investimentos da ordem de R$ 12 milhões.

Através do Bahia Produtiva, foram assinados 15 convênios do Edital Nº 14, para organizações da agricultura familiar e outras populações tradicionais do campo, beneficiando diretamente 1.606 agricultores/as familiares. O investimento de R$ 5,6 milhões vai fomentar sistemas de produção de base agroecológica, sistemas da sociobiodiversidade, turismo de base comunitária e ações de recuperação ambiental. A meta é associar a melhoria das condições de vida da população rural com a conservação e uso sustentável da biodiversidade, mananciais e estuários em territórios selecionados.

Por fim, Rui também autorizou a tramitação de Projetos de Acordo de Empréstimo Internacionais com o Banco Mundial, FIDA e BID para o período 2023 /2030 (CAR/SDR). A iniciativa vai atender a cerca de 70.000 mil famílias de agricultores em ações de acesso a água, valorização de criatórios, segurança alimentar e nutricional, assistência técnica, agroindustrialização da produção e apoio à comercialização.

*_Repórter: Raul Rodrigues_*
*_Fotos: Fernando Vivas/GOVBA_*

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Vem aí! Feira Agroecológica da Chapada Diamantina e Pré-Jornada de Agroecologia na Uneb-Seabra

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Nos próximos dias 01 e 02 de setembro mais de 30 agricultores e agricultoras familiares de todo território chapadense comercializam, hortaliças, verduras, legumes, produtos artesanais, produtos beneficiados, entre outros produtos advindos dos quintais produtivos na Feira Agroecológica da Chapada Diamantina que acontecerá na sede da UNEB-Seabra,Campus XXIII a partir das 8:00 da manhã.

Realizada pela Rede Chapada Agroecológica e Uneb Seabra, a IV° da Feira Agroecológica terá parte da sua programação integrada a Pré-Jornada de Agroecologia da Chapada Diamantina, cujo tema deste ano será: Educação, com uma proposta de dar autonomia a organicidade dos núcleos de Base e Elos da Teia dos Povos, o evento também busca fomentar reflexões e fortalecer o trabalho a partir da realidade de cada território.

A Feira Agroecológica da Chapada Diamantina é aberta a todos os públicos, além de ser  um espaço onde agricultoras e agricultores familiares comercializam produtos agroecológicos, livres de agrotóxicos e fertilizantes, produtos estes derivados da biodiversidade.

Nesta edição, além do óleo de babaçu, óleo de licuri, artesanato, frutas e hortaliças, os participantes contarão com uma programação estendida da Feira, rodas de conversas, palestras, debates, lançamentos de livros, Mostra ELA e oficinas são algumas das atrações que vão proporcionar reflexões e dinamiza a produção do campo e o movimento de agroecologia na Chapada Diamantina. 

Além de promover o consumo responsável e fortalecer a organização comunitária,a Feira Agroecológica da Chapada Diamantina é realizada de forma participativa, sendo organizada e coordenada pelos próprios/as agricultores e agricultoras familiares de todo território chapadense.

Com as datas reservadas para o dia 01 e 02 de setembro, o evento acontecerá na Uneb Seabra, Campus XXII, das 8 horas da manhã às 21:00 da noite. Já os interessados em participar da Pré Jornada de Agroecologia deverão se inscrever através do link: https://abre.ai/prejornada, para participar de toda programação do evento e ter acesso a certificação.

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Proprietários rurais já podem desmembrar os seus imóveis de forma automática por meio do Sigef

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O desmembramento de parcelas de imóveis rurais certificados já pode ser realizado de forma automática no Sistema de Gestão Fundiária (Sigef) do Incra, com a implantação de nova funcionalidade.

A solução desburocratiza e agiliza os requerimentos de desmembramento de áreas já certificadas no sistema, como nos casos de divisão por compra e venda ou partilha entre herdeiros. A medida permite que as parcelas desmembradas sejam regularizadas de forma mais rápida, com o registro das alterações em cartório, assegurando por exemplo o acesso a financiamento para investimento em atividades produtivas.

foto ilustrativa

A iniciativa atende demanda de profissionais credenciados, proprietários de imóveis rurais, oficiais de registro (cartórios) e órgãos governamentais que atuam com informações do acervo fundiário nacional.

Funcionamento

Agora o pedido de desmembramento é analisado automaticamente. Na prática, o profissional credenciado (que realiza georreferenciamento de imóveis rurais) alimenta o Sigef com os dados da área certificada que se pretende desmembrar. Com as informações, o próprio sistema faz a conferência, gera as novas parcelas e finaliza o processo de forma imediata.

Antes da implementação da nova funcionalidade, as ações de desmembramento eram operacionalizadas via requerimento de cancelamento no sistema e toda a operação dependia da análise dos membros dos Comitês Regionais de Certificação das Superintendências do Incra. Isso gerava uma fila processual, cujo prazo de atendimento algumas vezes era longo.

Entre 2013 e 2021, aproximadamente 180 mil pedidos de cancelamento no Sigef tratavam de desmembramento de áreas certificadas. Em 2022 já foram registrados mais de 18 mil. Com a inovação, os requerimentos serão analisados de forma automatizada.

Outra questão resolvida foi a atualização do perímetro das parcelas vizinhas ao desmembramento. Antes a parcela vizinha à área desmembrada que tinha a inclusão de vértice (ponto de encontro das duas áreas) em seu perímetro, precisava ser cancelada para correção e para isso era necessário o aval do proprietário.

“Com a nova ferramenta, a parcela vizinha terá correção automática, sendo incluído o novo vértice em seu perímetro sem sofrer alteração do respectivo número da certificação”, explica o coordenador do Grupo de Revisão de Normativos Técnicos de Georreferenciamento de Imóveis Rurais do Incra, Heliomar Vasconcelos.

O Sistema

O Sigef é a ferramenta eletrônica usada pela Incra para recepcionar, validar, organizar, regularizar e disponibilizar as informações georreferenciadas de limites de imóveis rurais, públicos e privados no Brasil.

A certificação atesta que os limites de uma área georreferenciada não se sobrepõem aos de outra certificada no sistema. Os imóveis com área acima de 100 hectares devem ser georreferenciados e certificados no caso de alterações no registro (compra e venda, desmembramento, remembramento, partilha e sucessão).

Mais de 889 mil parcelas de imóveis rurais já foram certificadas no Sigef, desde o lançamento em novembro de 2013. Atualmente mais de 17 mil profissionais estão credenciados e podem realizar operações no sistema. 

O desenvolvimento de novas funcionalidades no Sigef é uma iniciativa do plano de transformação digital do Incra, que tem como objetivo desburocratizar serviços com a oferta de soluções digitais. Em 2021, foram realizadas outras melhorias no sistema para assegurar mais estabilidade e agilidade no funcionamento, assim como a implantação do login gov.br para acesso de usuários cadastrados.

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Geografia e Sociedade será tema da XI edição do Geopública 2022

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Com o tema Geografia e Sociedade, o Geopública 2022 tem inscrições abertas. O evento acontece em sua XI edição, nos dias 20, 21 e 22 de setembro, de forma híbrida. Presencial, no dia (20/09), programado para o auditório da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), e no formato online nos dias 21 e 22 de setembro. O evento é promovido pela Comissão Estadual de Cartografia e Geoinformação (Cecar), sob coordenação da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) e do Grupo Temático de Informações Geoespaciais (GTIGeo), vinculado ao Comitê de Gestores de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado da Bahia (Fortic).

Nesse ano, a escolha do tema deveu-se ao contexto atual em que a sociedade contemporânea vivencia conflitos geopolíticos e sociais, como as migrações, a fome e o impacto global das mudanças climáticas – cujos riscos de eventos extremos têm sido cada vez mais frequentes e dependentes de conhecimento mais aprofundados. Nesse contexto, a representação do espaço geográfico em sua dimensão espacial e a análise de dados em tempo real configuram instrumentos de relevância estratégica para a identificação e solução de problemas de dimensão global.

O Geopública tem como objetivo compartilhar com o público em geral a produção de geoinformação com o uso de geotecnologias de ponta no serviço púbico, reunindo os principais atores desse cenário, promovendo a discussão entre os mesmos. A programação será composta por palestras com especialistas da área e minicursos, em três dias de interação de troca de conhecimentos, experiências e difusão de informações.

O evento tornou-se uma referência pela qualidade técnica ao congregar instituições públicas produtoras e usuárias de geoinformação, além da iniciativa privada, incluindo pesquisadores, professores, estudantes, fornecedores, usuários e a sociedade em geral, constituindo-se em um fórum multidisciplinar.

Para receber a certificação é necessário fazer a inscrição no site do evento https://geopublica.ide.ba.gov.br

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