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Picolé de cerveja poderá ser a nova tendência do verão

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A cervejaria artesanal Ekäut e a sorveteria FriSabor, ambas pernambucanas, se uniram para lançar um picolé de cerveja. A novidade gelada foi anunciada em uma série de stories no Instagram da FriSabor nesta quinta-feira (2).

O produto é feito com a Ekäut American IPA. No site da cervejaria, a bebida é descrita como uma leitura das IPAs americanas adaptadas ao clima tropical brasileiro com uma dose generosa dos lúpulos Amarillo, Citra e Cascade e moderado teor alcoólico. Os detalhes sobre a comercialização do picolé ainda não foram divulgados.

Nos stories do Instagram, a FriSabor mostrou o processo de produção do picolé, com as garrafas de American IPA indo direto da fábrica da Ekäut para as mãos do “mestre sorveteiro”.

De acordo com a Associação das Indústrias e do Setor de Sorvetes (Abis), mesmo com clima mais quente, o Brasil ainda consome pouco sorvete se comparado a outros países. A média é de 5,4 litros por por pessoa ao ano, enquanto nos Estados Unidos e Nova Zelândia esses números chegam a, respectivamente, 20,8 e 28,3 litros. O nosso País, ocupa o sexto lugar no ranking mundial. O consumo ainda limitado dos brasileiros é o que impulsona a expansão e a chegada de novos tipos de produtos.

A origem do sorvete é antiga e envolve várias teorias. Uma das mais aceitas é que a delícia vem da China, de um tempo em que a única tecnologia que existia para diminuir a temperatura e congelar os alimentos era proveniente da própria natureza, muito diferente de todo o aparato que existe atualmente.

No passado, os chineses tomavam bebidas de frutas esfriadas com gelo e neve. Séculos se passaram e o sorvete foi se tornando a sobremesa que hoje conhecemos, composta basicamente por leite, açúcar, gordura vegetal (o Brasil é um dos poucos países que ainda a utilizam), estabilizantes e emulsificadores. Estes dois últimos é que ajudam a manter a textura ideal do produto.

Produção de sorvete passa por várias etapas

Em Pernambuco, indústrias locais veem na delícia a oportunidade de expandir os seus negócios. Seja com a produção em larga escala, como na Zeca’s, ou com o apelo artesanal da FriSabor, o sorvete precisa passar por várias etapas para se transformar no produto que compramos: geladinho, cremoso e saboroso.

E a tecnologia é mais do que necessária em todos os processos, principalmente no que diz respeito ao controle do que acontece na mistura, em nível molecular. A primeira fase é a união dos ingredientes.

Logo, é a hora do aquecimento para cerca de 85 graus. Depois desse processo, há a homogeneização – quebra da gordura em micropartículas. “Essa fase permite que o sorvete fique com uma melhor textura”, diz o superintendente industrial da Zecas, Renan Terra.

A próxima etapa é a pasteurização: o resfriamento instantâneo para 3 graus em uma média de 25 segundos. Dependendo do porte da empresa, a tina que armazena essa mistura pode ter entre 200 a 5 mil litros. “Nesse processo, ainda não adicionamos as frutas porque elas são sensíveis à temperatura”, diz o gerente industrial da FriSabor, Márcio Coutinho.

Da tina de pasteurização, a calda (como é chamado o mix de ingredientes) vai para a de maturação. “É lá que a gente faz a saborização com frutas como morango e coco.” Como o chocolate é uma gordura, ele é adicionado no processo anterior. No tanque de maturação, a calda passa em torno de oito horas para incorporar sabor. “Fica cerca de 4 graus para ficar com melhor consistência e não haver risco de contaminação”, afirma Renan.

Na Zeca’s, comandada por Paulo Roberto Silva (carinhosamente conhecido como Seu Paulo), a calda fica 24 horas em repouso. É nesse momento em que diversas reações acontecem, como intensificação do sabor, a ação dos estabilizantes e emulsificantes e a cristalização da gordura, o que resulta num sorvete mais cremoso, macio e saboroso. Na empresa, há a capacidade de produzir mensalmente 1,8 milhão de litros de sorvete e 2 milhões de unidades de picolé.

Mas o processo não acaba aí para o sorvete. Depois, a calda ainda segue para uma batedeira, que faz o congelamento do sorvete. “Não é só uma calda resfriada. Existe outra matéria prima, que é o ar”, explica Márcio. A esse processo de adição de ar, é dado o nome de overrun. “Se eu pegasse uma calda e simplesmente congelasse, viraria picolé”, complementa.

O que caracteriza o sorvete é a quantidade de ar adicionado, que muda de acordo com o fabricante. O overrun é necessário. Por prezar por um gelado mais artesanal, a FriSabor, dirigida por Graça e Eduarda Petribu, usa de 30% a 50% de overrun. “Alguns fabricantes utilizam 100%. Ou seja, para cada 5 litros de calda, 5 litros de ar”, comenta Márcio. Um sorvete premium tem quantidade de ar mínima – o necessário para dar a cremosidade. “Na fase da batedeira, o sorvete é adicionado líquido entre 0 e 5 graus. E sai pastoso a 5 graus negativos.”

As informações são do NE10

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Governo inclui crianças no plano de vacinação contra covid-19

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O governo federal anunciou nesta quarta-feira (5) a inclusão de crianças de 5 a 11 anos no plano de operacionalização de vacinação contra a covid-19. As primeiras doses de vacinas contra a doença destinadas a crianças de 5 a 11 anos deverão chegar ao Brasil no dia 13 de janeiro. Está prevista uma remessa de 1,2 milhão de doses do imunizante da Pfizer – o único aprovado até o momento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Brasil receberá, no primeiro trimestre de 2022, 20 milhões de doses pediátricas destinadas a este público-alvo, que é de cerca de 20,5 milhões de crianças. O Ministério da Saúde receberá, ainda em janeiro, um lote de 3,74 milhões de doses de vacina.

“Não faltará vacina para nenhum pai que queria vacinar seus filhos”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O secretário executivo do órgão, Rodrigo Cruz, informou que outras 20 milhões de doses foram reservadas. O envio está condicionado à confirmação pelo laboratório e pelo andamento do ritmo de vacinação.

O esquema vacinal será com duas doses, com intervalo de oito semanas entre as aplicações. O tempo é superior ao previsto na bula da vacina da Pfizer. Na indicação da marca, as duas doses do imunizante poderiam ser aplicadas com três semanas de diferença.

Segundo o Ministério da Saúde, será preciso que a criança vá vacinar acompanhada dos pais ou responsáveis ou leve uma autorização por escrito.

O Ministério também recomendará uma ordem de prioridade, privilegiando pessoas com comorbidades e com deficiências permanentes; indígenas e quilombolas; crianças que vivem com pessoas com riscos de evoluir para quadros graves da covid-19; e em seguida crianças sem comorbidades.

A obrigação de prescrição médica para aplicação da vacina não foi incluída como uma exigência, conforme foi ventilado por membros do governo durante as discussões nas últimas semanas. Mas o Ministério sugeriu que os pais procurem profissionais de saúde.

Questionado por jornalistas se essa recomendação não desestimularia os pais a levarem os filhos para vacinar, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, respondeu afirmando que isso deixaria os pais mais “seguros” para decidir sobre a imunização.

Análise

Durante a coletiva, o ministro Marcelo Queiroga e seus secretários defenderam o processo de análise e definição da inclusão do público infantil no Plano Nacional de Imunizações (PNI).  A Anvisa autorizou a aplicação da vacina da Pfizer nessa faixa etária em 16 de dezembro, mas o Ministério decidiu realizar uma consulta pública e uma audiência pública antes de anunciar a inclusão hoje.

“Não há atraso. Não podemos trazer doses antes da aprovação da Anvisa. Consulta pública foi importante sim para tomada de posição do Ministério”, declarou Queiroga. “Tivemos cuidado e não foi excessivo, muito pelo contrário. Também estava no nosso radar. Nós temos uma tempestividade, o tempo correto de ser feito. E acredito que este é o tempo adequado”, acrescentou a secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite.

Marcelo Queiroga informou, ainda, que o custo total da vacinação da população de 5 a 11 anos deve ser em torno de R$ 2,6 bilhões.

O secretário executivo Rodrigo Cruz comentou que a equipe da pasta acionou a Pfizer após o anúncio da decisão da Anvisa. Um aditivo do 3º contrato foi firmado no dia 28 de dezembro, que fechou a entrega das 20 milhões de doses no 1º trimestre.

Pfizer

Em nota, a Pfizer confirmou a assinatura do contrato de aquisição das 20 milhões de doses e o início da entrega na “semana do dia 10 de janeiro”. 

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Vocalista da banda Mastruz com Leite diz ter sido abusada sexualmente por colega

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Larissa Ferreira, uma das vocalistas da Mastruz com Leite, realizou uma série de publicações em sua conta Instagram, nesta terça-feira (4), denunciando um caso de assédio que teria sofrido de um dos integrantes da banda, que não teve seu nome revelado. A cantora disse que o abuso aconteceu em sua casa, na última semana, e que ela só contou agora por medo da reação do marido, Jean Batera, que também faz parte do grupo.

(Reprodução/Instagram)

“Eu não tenho costume de beber. Eu fiquei em coma alcoólico, e o Jean também. Fomos dormir a uma hora da manhã. Esse homem ficou no nosso quarto. Já começa errado por aí. Ele ficou na redinha da minha filha. Era pra ter tido coerência, já que aqui tem mais dois quartos. Senti uma pessoa tocando no meu corpo, beijando meu rosto, me cheirando e segurando minha mão nas partes íntimas dela. E eu deitada na minha cama, no meu quarto, com meu marido do lado. A pessoa abusou de mim, estava me assediando, um companheiro de trabalho. Eu me mexi, mas não abri o olho em nenhum momento. Eu sabia que se eu desse alarme, Jean ia matar esse homem aqui dentro de casa”, conta ela, aos prantos.

Larissa revela que passou os últimos dias com crise de ansiedade por causa do ocorrido. “Não tive coragem, até que me abri. A primeira pessoa que falei foi a Mara [colega de banda]. Ela até cogitou de eu não falar para o Jean, com medo dele fazer uma merda grande, mas aquilo estava me comendo por dentro. Não ia conseguir ficar no mesmo ambiente que esse homem. Estou em tempo de morrer de ansiedade esses dias”, desabafou.

“Rebeca me apoiou totalmente, mas faltava meia hora para a gente viajar e ela falou que não poderia fazer nada na hora, mas que iria resolver. Viajei esses três dias em que a Renara [outra vocalista] não estava presente. Aguentei, fique à base de remédio controlado. As medidas já foram tomadas. Rebeca disse que eu não tinha culpa. Nenhuma mulher tem culpa de ser abusada. Eu estava vestida, e mesmo que eu estivesse nua, ninguém tem o direito de tocar numa mulher se ela não deixar. Mas foi muita covardia, eu estava dormindo”, completou.

Leia na íntegra em o CORREIO24HORAS.

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Bahia registra 8 casos de flurona em pacientes de Salvador, Feira de Santana e Camaçari

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O Laboratório Central de Saúde da Pública da Bahia (Lacen) confirmou, nesta terça-feira (4), oito casos de infecção simultânea dos vírus da Influenza e Covid-19, em três municípios: Salvador, Feira de Santana e Camaçari. São cinco pacientes do sexo masculino e três do sexo feminino, com idades ente 13 e 91 anos. Não há óbitos registrados nas coinfecções.

Foto: Sesab

Para além disso, em todo o estado, nas últimas 24 horas, foram registrados 712 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,06%) e 564 recuperados (+0,05%). O boletim epidemiológico desta terça-feira (4) também registra 19 óbitos. Dos 1.271.962 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.242.519 já são considerados recuperados, 1.905 encontram-se ativos e 27.538 tiveram óbito confirmado.

Os dados ainda podem sofrer alterações devido à instabilidade do sistema do Ministério da Saúde. A base ministerial tem, eventualmente, disponibilizado informações inconsistentes ou incompletas.

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 1.690.034 casos descartados e 263.962 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta terça-feira. Na Bahia, 52.725 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

Vacinação

Até o momento, há 10.799.049 pessoas vacinadas com a primeira dose, 260.731 com a dose única, 8.811.611 com a segunda dose e 1.425.695 com a dose de reforço.

Fonte: Ascom/Sesab

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